latinitates

ESTUDOS CLÁSSICOS E HUMANÍSTICOS

Mesas Redondas

PÁGINA EM CONSTRUÇÃO - DESCULPE O TRANSTORNO

MESA 1

O TEATRO GRECO-ROMANO

dia 20 de outubro: 20:00-22:00 horas, no Auditório da UFAM
 

AS CONDIÇÕES MATERIAIS DA ENCENAÇÃO DO TEATRO GREGO E ROMANO

Professor Doutor Marcos Martinho [USP]

A conferência versará, antes de tudo, sobre as condições materiais da encenação do teatro grego (séc. V-IV a.C.) e romano (III-I a.C.), referentes ao lugar de encenação (teatro e outros lugares), aos atores e coro (número, identidade, formação), à organização (instrutor, juízes), ao custeio (benfeitores), à ocasião (festa civil, culto religioso). Além disso, pretende mostrar como tais condições eram levadas em conta pelo dramaturgo na composição do texto dramático, isto é, no tratamento do assunto, na caracterização das personagens, na composição das cenas.

 

ALGUNS ASPECTOS LINGUÍSTICO-LITERÁRIOS NUM FRAGMENTO DE MILES GLORIOSUS, DE PLAUTO

Professor Doutor Carlos Renato Rosário de Jesus [ENS-UEA]

A plasticidade do texto de  Titus Maccius Plautus (séc. III a.C.) é bastante abrangente e polissêmica. As características linguísticas de suas peças são variadas e apresentam muitos jogos de palavras, duplo sentido, neologismos, comparações, figuras e uma diversidade enorme de recursos sonoros, gramaticais e estilísticos. A fim de verificar uma parte dessas características nas suas comédias, faremos uma breve análise dos versos 1 a 35 de sua obra Miles Gloriosus, seguida de observações pontuais acerca de alguns recursos linguístico-literários ali presentes. Tencionamos oferecer elementos para uma análise representativa das estratégias linguísticas de Plauto, bem como perceber os recursos que a própria língua latina dispunha para proporcionar os efeitos artísticos que caracterizam o estilo daquele dramaturgo.

 

MESA 2

OS ESTUDOS CLÁSSICOS EM PARINTINS I

dia 21 de ouubro: 14:30-16:00 horas, no Auditório Professor Bruno Pereira Barros
 

DO CARPE DIEM AO HAKUNA MATATA

Professor André Luís Martins Rodrigues []

Atualizando

DRAMATURGIA, HISTÓRIA E RECEPÇÃO. OVÍDIO, SÊNECA E GONÇALVES DIAS

Professora Miriam Trindade Lima []

Atualizando

 

A HOMOSSEXUALIDADE NO MUNDO ANTIGO

Professora Ediane Glória Barbosa []

Atualizando

 

MESA 3

OS ESTUDOS CLÁSSICOS EM PARINTINS II

dia 21 de ouubro: 14:30-16:00 horas, no Auditório da Pedagogia
 

LEGADOS GRECO-ROMANOS À PARINTINS

Professor Alexandre Lira Sá [ENS-UEA]

A primeira e principal herança é a Língua Portuguesa, um dos idiomas oriundos do latim. Por outro lado, sabemos que os jogos olímpicos nasceram na Grécia Antiga. Contudo foram os romanos que ganharam uma maior notoriedade pelos seus ludi circenses e scaenici. Parintins, situada no interior do Amazonas, por exemplo, é anfitriã de um dos mais famosos eventos lúdicos da atualidade na América do Sul, e não é uma festa singular porque tal evento acontece na mesma época em que o folclore nos países de língua portuguesa é exaltado, nas suas variadas formas. Estas semelhanças somam-se a outras que, embora ambíguas, têm a sua origem na antiguidade greco-romana. A questão das Identidades Literárias tem suscitado diversas discussões no âmbito das identidades regionais. Sabemos que Augusto, ciente que os Gregos eram muito mais conhecidos pelos seus poemas épicos do que pelas armas, convocou os poetas de Roma a enaltecerem as origens do Império. No Brasil, durante o segundo Império houve diversas incursões de poetas tentando fabricar sob o apelo do Imperador D. Pedro II um poema épico nacional à altura dos poemas de Camões, Virgílio e Homero. Isso demonstra que vivemos sob a égide greco-latina em que um povo é identificado pelo seu gênio poético tanto quanto, ou até mais do que, pelas armas.  Depois de cinco séculos de aculturação europeia no Brasil, muitas histórias autóctones se confundiram com lendas europeias, podemos personificar esta confusão na própria lenda que deu nome à Amazônia e ao estado do Amazonas, o mito das amazonas. A transposição das amazonas para a América do Sul é um exemplo inevitável da balbúrdia provocada pelo conflito entre as civilizações.

 

 

PARINTINEIDA: HERANÇAS GRECO-ROMANAS

Professora Rafaela Pereira Andrade [UEA]

O referente trabalho tem como bagagem de estudo a etnografia cultural sobre a “Origem dos Mitos”, realizado com base na leitura e análise do livro “Identidade Cabocla” de Alfredo Saunier, tendo como ponto de partida o poema “Parintineida” que apresenta o tripé entre passado, presente e futuro, na qual se representa pelo próprio nome, que faz jus à “Parintin(s)-e-(En)eida” de Virgílio, ressaltando a essência e o eixo principal do sagrado da mitologia grega. A união dos dois nomes funde a discussão sobre o legado das heranças greco-romanas com intuito em desvendar mistérios místicos, origem dos mitos e sua evolução quanto à recepção cultural de uma sociedade, buscando desde o berço da antiguidade da Grécia Antiga até o contemporâneo. Desta forma, o estudo exalta um arcabouço alegórico antigo que se metamorfoseia com o passar do tempo e se expõe de diversas formas, especialmente nos dias atuais, e, principalmente no período do Festival Folclórico, que é visivelmente revelado em toadas, danças, contos, mitos e lendas da cultura Parintinense.
 
 

RECEPÇÃO CATULIANA NO 2º ANO DO ENSINO MÉDIO EM UMA ESCOLA DE PARINTINS

Professora Elimary Picanço Picanço [SEDUC-AM]

O objetivo da pesquisa constituiu em apresentar os poemas de Catulo para alunos do segundo ano do Ensino Médio, a partir dos conceitos de estética da recepção, para que pudessem interpretar através dos conhecimentos prévios, assim não ouve explicações sobre as características da escrita do poeta e o nome, para que durante a leitura fosse possível perceber quem as escreveu, uma forma de apresentar a poesia clássica aos alunos, pois um autor clássico influência outros escritos, os alunos puderam observar as mesmas características em demais poemas antes lido por eles, levando em conta que a interpretação de uma leitura é realizada por meio de outra, assim como temáticas presentes na nossa atualidade, visto que literatura clássica excede gerações e pessoas em momentos diversos interpretam de formas diferentes, são obras que deixam marcas no leitor, levando portanto para à vida toda, e assim apresentou-se um poeta clássico para que lhes proporcionassem todas as emoções de uma leitura, porém que não estivesse apenas no efeito em que o texto traz sobre o leitor, e sim que sentissem vontade de pesquisar sobre o poeta.  A metodologia da pesquisa de cunho bibliográfico; e no arcabouço teórico autores da literatura Clássica Ítalo Calvino (1993), Northrop Frye (1973), José Pereira Tavares (1940), para os estudos da Estética da Recepção, Hans Robert Jauss (1979), Wolfgang Iser (1979), Regina Zilberman (2008), Débora Regina Vogt (2010), a leitura dos clássicos no Ensino Médio, Roland Barthes (1987), João de Barros e Guerreiro Murta (s/d), J. Hillis Miller (2002), Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN), Paul Ricoeur (1995), Nelson de Matos (1971), Maria Bernardes Herdeiro et al (1980), e para falar do poeta Catulo utilizou-se Carlos Ascenso André (2005), embasamento metodológico Maria Cândida Soares Del-Masso (2012) Eva Maria Lakatos, Marina de Andrade Marconi (2003), Ernani Cesar de Freitas (2013), Antônio Carlos Gil, 1946 (2002).

 

 

MESA 4

ESTÉTICAS CIENTÍFICAS E CULTURAIS DO MUNDO ANTIGO

dia 21 de outubro: 18:00 – 20:00 horas, no Auditório da UFAM
 
 

CONSIDERAÇÕES SOBRE A PAIDEIA E A POLÍTICA NA REPÚBLICA DE PLATÃO

Prof. Doutor Alexsandro Medeiros [UFAM]

 
A República de Platão contém em suas páginas o que se poderia chamar de um projeto “político pedagógico” pois toda a argumentação ali posta recai fundamentalmente sobre duas questões: a política na pólis e a educação (paideia) dos governantes. A República foi pensada a partir de uma base educacional pois, segundo o filósofo, somente através de uma educação apropriada os homens saberiam conduzir a sociedade por caminhos que a levariam à plena felicidade. Desta forma, o objetivo desta apresentação é ressaltar os aspectos políticos e pedagógicos presentes na obra em análise e como eles se relacionam entre si de modo a formar um conjunto coerente de ideias. O projeto de Platão visava instaurar uma política fundamentada nos valores dos seus governantes, que precisavam ser educados para este fim para poder governar com justiça e sabedoria a sociedade. Através da educação os governantes – “reis-filósofos” –, deveriam se distinguir dos demais habitantes pelas suas virtudes, pois uma sociedade, para que ela seja justa, precisa ser governada por pessoas sábias e justas, que precisam, por sua vez, receber uma formação específica para exercer sua função.

 

 
 

HETEROCIENTIFICIDADE: DO CLÁSSICO AO LINGUÍSTICO

Professor Dr. Cícero Barboza Nunes [IFSertãoPE]

 
A noção de heterociência para as ciências humanas tem sido de grande valia para refletirmos a importância de vários fenômenos, entre os quais destacamos o discurso sobre a linguagem. Para compreendermos a ampliação e ventilação de ideias no bojo da filosofia das ciências, faz-se necessário debatermos algumas noções centrais que corroboraram para o progresso científico, a saber: a crítica ao cartesianismo, o retorno do sujeito, a questão do acontecimento e a ascensão de uma ciência heterodiversa. Diante de tantas amarras para compreendermos a heterociência, sabemos que é preciso diacronizar nosso olhar para além das discussões contemporâneas que estão embrenhadas na ética, na estética e na pesquisa, pois desembocamos do mundo clássico em que filósofos e oradores pulverizaram ideias que se mantém intactas até a atualidade. Assim, temos como objetivo precípuo neste estudo analisar recortes de discursos de gramáticos e filósofos do mundo clássico como Varrão, Quintiliano, Donato e Prisciano que tratam sobre temas relacionados a linguagem. Por meio de uma pesquisa bibliográfica com abordagem qualitativa e natureza descritiva-interpretativa, cotejamos recortes de discursos gramaticais/filosóficos que comprovam que algumas teorias linguísticas em voga têm sua amarra no mundo clássico, sendo possível refletirmos e estabelecermos pontes intertextuais através da exploração da heterocientificidade dos discursos.